“Somos o que repetidamente fazemos, portanto excelência não um feito, mas um hábito” Aristóteles.
O professor Marcos Bueno especialista em administração (ênfase em empreendedorismo) pela UFU e pela Universidade do Quebec (Canadá) e Administração Pública(RH) pela FGV, idealizador ao lado de outros colaboradores dos projetos implantados com sucesso em Catalão, Fundação Cultural (ex Casa da Cultura) em 1984 e na instalação do Senai para Catalão em 1988, apresentou ao Prefeito Velomar e ao Secretário de Indústria e Comércio Nilson João, mais uma proposta inovadora, a implantação de uma Incubadora de Empresas em Catalão, semelhante as que já existem em Goiânia e outras cidades Essa proposta foi apresentada inicialmente em 2003 e já foi debatida e aprovada anteriormente pelo Sebrae e contou com o apoio dos ex-vereadores Antero e César e do atual vereador Deusmar. Segundo pesquisadores, foi em 1938, nos EUA, que surgiu a primeira experiência de incubação de empresas. Partiu da iniciativa de dois estudantes da Universidade de Stanford, cujos sobrenomes se perpetuaram no mundo empresarial: Hewlett e Packard. Dali, para a HP tornar-se uma empresa global. Além da iniciativa dos sócios H&P, em 1959, no estado de Nova Iorque, foi fechada um fábrica da Massey Ferguson e provocou a demissão de milhares de trabalhadores. Então, o comprador da fábrica decidiu alugar o espaço para pequenas empresas iniciantes que, por sua vez, atuavam em regime de compartilhamento de recursos. Na realidade, na década de 70, o modelo de incubação se consolidou nos EUA e Europa face o elevado nível de desemprego industrial motivado pela recessão da economia mundial (crise do petróleo). Assim, as incubadoras se constituíram numa porta de entrada para que empreendedores independentes pudessem constituir seus próprios negócios. Estas iniciativas resultaram, por exemplo, na criação do Vale do Silício americano, através da expansão do movimento de incubação no meio acadêmico. No Brasil, os primeiros empreendimentos desta natureza surgiram na década de 80, com a criação do Parque Tecnológico de Campina Grande (Paraíba) e em São Carlos na UFSCar. Importante ressaltar que as micro e pequenas empresas, somadas às de médio porte, representam 98 % das empresas existentes no setor industrial, comercial e de serviços no pais. Assim, a incubadora organiza e desenvolve empresas. Estas, bem-sucedidas, contribuirão para elevar o PIB e a balança comercial do país, conquistando posição de destaque no cenário mundial, gerando, por conseguinte, novos postos de trabalho que estão, indubitavelmente, nas pequenas empresas. Além disso, outras razões se apresentam para a implantação de um Programa de Incubação de Empresas. Contudo, o fato mais relevante diz respeito à taxa de mortalidade das micro e pequenas empresas. Segundo um estudo do Sebrae, nos últimos quinze anos, na média, das 133 mil empresas criadas, 91 mil foram desativadas a cada ano, ou seja, 68 % delas fecharam as portas. Contudo, em 2004, a taxa de mortalidade recuou 21 %, ou seja, de 91 mil empresas desativadas para 72 mil, atingindo 56 % a taxa de mortalidade. Neste estudo, interessante notar os aspectos que levam à mortalidade e à permanência no mercado. Hoje, no Brasil, tem-se uma média de crescimento anual de cerca de 30% do número de incubadoras de empresas. Esse percentual significa, atualmente, 400 incubadoras existentes no país, responsáveis por cerca de R$ 400 milhões em impostos e pela cobertura de 25 unidades da federação. Segundo a Anprotec as incubadoras respondem por mais de 27 mil de empregos. Então fica a pergunta será que implantar uma Incubadora de Empresas é um bom negócio para a cidade e região? Incubadoras é um negócio muito sério, necessário, urgente e o mundo sabe e reconhece.
*Marcos Bueno é professor, doutorando em psicologia pela PUC-GO, mestre em Eng. de Produção pela UFSC, Especialista pela FGV e pela UFU/UQTR e ex-gerente de RH e Qualidade
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