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100 Motivos para ir ao Dentista-43-obs(será postado 1 de cada vez)

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                                      PARA NÃO TER DOR DE CABEÇA

Toda dor tem uma origem e, geralmente, refletem uma anormalidade em alguma parte do organismo. Para os que não costumam resolvê-la com analgésicos e a tomam como advertência para algo que não esteja bem e, a partir disto, saem em busca de sua causa para tratá-la, são indicadores de que algo está errado com seu corpo. Algumas delas estão acompanhadas de febre, relacionadas com alguma infecção dentária. Normalmente, são transmitidas por movimentos dos túbulos dentinais, provocando expansões ou contrações nestes. Sabendo-se que a maior parte das patologias relacionadas ao sistema mastigatório e localizadas na cavidade oral são passíveis de infecção por penetração de microorganismos patogênicos nos tecidos orgânicos e suas manifestações mórbidas, a dor de cabeça é um sinal. Muito mais quando se sabe que estes organismos infecciosos são multiplicáveis rapidamente, tais como vírus, bactérias e fungos, é fácil entender a ocorrência, na cavidade oral, de focos infecciosos, numa área localizada contendo colônias destes organismos patogênicos. Outras dores de cabeça têm origem em disfunções do sistema masti­gatório, como, por exemplo, as da articulação tempo­romandibular ou maloclusões dos maxilares, onde músculos, ossos e dentes se articulam de forma errada, dando por isto origem a dor.

Nestes casos, os analgésicos são sempre paliativos, que se não cessada a causa que dá origem à dor, esta voltará depois de passado o efeito da medicação. Nada contra seu uso, visto que as dores de cabeça, na maioria das vezes, são desagradáveis e, em alguns momentos, com elas não podemos conviver. O correto é, assim que possível, interromper a medicação analgésica e ir ao dentista, caso a suspeita de sua origem tenha algo a ver com a sua boca, para que este possa, sem o efeito medicamentoso, identificar precisamente qual o motivo que o está levando a sentir dor. Este tratado, a dor não voltará e se foi feito um “check up” bucal, removidas as hipóteses que poderiam tê-la causado, persistindo a dor deve-se procurar um médico, para tentar descobrir que outros fatores a possam estar causando.

Não ter dores de cabeça é um privilegiado estado de espírito. Quem já as teve por muito tempo, descobriu a causa, tratou e hoje não as tem mais, sabe a importância disto. Poder usar a cabeça só para pensar é uma dádiva e não ter o que pensar quando for hora de relaxar, sem dor de cabeça, uma benção. Só por isto já valeria tratar o que pode estar causando uma dor de cabeça. Para que ela não doa um dia, também. Quem sempre trata o que a pode estar causando, não esquenta a cabeça com isso, inclusive porque não tem dor de cabeça. Se você tem, não sossegue enquanto não descobrir o motivo. Deus nos deu cabeça para pensar e se ela doi é para nos servir de alerta, como um sinal de que algo precisa ser tratado.

É fácil saber quando precisamos ir ao dentista por causa da dor de cabeça. É quando a temos, se bem que neste caso o problema já esteja avançado, caso contrário a cabeça não doeria. O certo é ser preventivo. Fazer visitas ao seu dentista toda vez que as férias escolares chegarem. Não se preocupe com a possibilidade de os consultórios ficarem cheios nesta época do ano, porque se terá o ano inteiro para tratar, já que assim procedendo, nunca teremos nada mais grave para fazer, que requeira um tratamento longo de imediato. Esta é a vantagem de fazer prevenção, visitando o dentista regularmente. A outra é sem dúvida não ter que fazê-lo por causa de uma dor de cabeça.

Fonte : Ribeiro

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PARA IDENTIFICAR E EXTRAIR CISTOS

De forma simples,
cisto, é o conteúdo de uma cavidade, de natureza diferente da cápsula onde se
localiza. Existem cerca de cinqüenta tipos distintos de cistos, também
conhecidos popularmente como tumores ou granulomas, possíveis de ocorrência na
cavidade oral. Estão divididos em dois grandes grupos: os dos maxilares
(tecidos duros) e os dos tecidos moles. Nos maxilares, podem envolver ou não um
dente, sendo por isso chamados de odontogênicos ou não-odontogênicos. Nos
tecidos moles, os mais comuns são o mucoso, mucocele, gengival, epidermóide,
branquial e tiroglosso. Algumas vezes, identificam-se por alterações de volume
apresentadas na palpação e noutras, por exames radiográficos. Dependendo de sua
natureza e localização, podem ou devem ser objeto de biopsia para correta
identificação de sua malignidade ou não. Alguns costumam ser recidivos,
voltando depois de algum tempo de sua extirpação, motivo pelo qual é
recomendado o exame preventivo da região, de tempos em tempos.

O tratamento da maioria dos cistos é, quase sempre, cirúrgico, variando-se, de acordo com o tipo e a
localização, a sua modalidade, que pode ser a extirpação, por via intra ou
extra-bucal, a excisão, que envolve corte e amputação da área, a enucleação, em
que ocorre um esvaziamento da área cística, a remoção conservadora, em que as
estruturas adjacentes são preservadas e a curetagem, quando ocorre uma simples
raspagem da área afetada. A decisão por uma ou outra alternativa de técnica é
decisão do cirurgião, tendo, na maioria dos casos, a indicação orientada pela
casuística vasta, encontrada na literatura especializada, onde as
possibilidades já executadas são relatadas, comparando os sucessos de uma e
outra, permitindo avaliar bem qual a mais adequada para aquele tipo e local de
lesão. Daí se afirmar que o mais importante em um cisto é seu correto
diagnóstico (identificação exata do tipo de cisto presente), já que este
permite chegar ao melhor procedimento para sua intervenção e, por conseguinte,
a sua cura definitiva.

Resolver um problema por constatação de um cisto é, antes de mais nada, uma questão de busca de alívio pelas implicações que, se não tratado, este pode trazer. Uma biópsia é a garantia de que o mesmo não está mais presente e comprovar sua benignidade, que diga-se de passagem, estatisticamente é bem maior do que a malignidade.
Postergar decisões quanto à intervenção em formação cística é permitir que este
vire trauma, dada a tendência que muitos têm de, com o tempo decorrido sem
solução, sempre pensar no pior. E retardar o tratamento é a pior decisão para
os cistos, visto que, em sua maioria, o tempo só faz aumentá-los, aumentando,
com isto, a área que demandarão na sua intervenção, exigindo, com mais tempo,
reparações maiores ou deixando cicatrizes grandes ou seqüelas, que, se
realizados no tempo certo, muitas vezes nem ficam.

Seu dentista irá orientar-lhe,nos casos mais complexos, a procurar um cirurgião bucomaxilo facial, que é o especialista por excelência para intervir nestes casos. Se forem pequenos, como é a maioria dos casos, as intervenções são realizadas no próprio consultório, demoram o tempo de uma consulta, dificilmente passando de uma hora. Para os casos mais complexos, você poderá pedir a seu dentista, além da indicação de um bom cirurgião, que ele o acompanhe durante a cirurgia, de forma que você se
sinta mais seguro e que ele, por ser seu amigo, possa depois lhe relatar com
confiança o seu prognóstico (previsão para o pós-operatório).

Fonte: Ribeiro

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PARA ELIMINAR O TÁRTARO DOS DENTES

Não havendo boa higienização sistemática e contínua com escova e fio dental, a formação da placa bacteriana é conseqüência certa. Esta, se não removida completamente, mineraliza embaixo das gengivas, originando o cálculo, a denominação certa do tártaro subgengival. Para os que nem com a escova fazem limpezas no esmalte dos dentes, acontece a formação de cálculo supragengival que, mesmo não mineralizado, adere-se ao esmalte. Quanto à aparência, podem ser amarelo claro ou marrom-escuro. O primeiro é removível facilmente pelo dentista, com instrumentos apropriados e o segundo, que é mais denso e duro, tem sua remoção mais difícil. Estes por sua dureza e formação disforme tem o agravante de durante a mastigação, promoverem microcortes nas gengivas, principalmente em sua parte interna, provocando sangramento e estimulando inflamações, aumentando, assim, a degeneração dos tecidos que o circundam. Para eliminá-lo e curar as doenças das gengivas que ele provoca, é, antes de tudo, necessário interromper a cadeia orgânica de sua formação, constituída pela matéria orgânica do líquido bucal, na qual encontramos microorganismos, saliva, soro, células epiteliais e restos de alimentos, entre outros. Se este conjunto não for removido pelas escovas e fios dentais, começam a mineralizar-se pela incorporação de sais inorgânicos da saliva. O tártaro só ocorre em pessoas que não conseguem ou não estejam conscientes da necessidade de pelo menos quatro escovações diárias, sendo uma complementada pelo uso correto do fio dental. Por este motivo pode-se afirmar que seus portadores precisarão sempre da ajuda de um dentista para não sofrerem conseqüências graves na forma de doença periodontal e conseqüente perda dos dentes. Não bastará a remoção simples do tártaro, que é feita com instrumentos chamados curetas, que promovem uma raspagem da superfície dos dentes, tanto na área do esmalte como na das raízes, mas uma atenção especial do paciente para evitar o retorno do problema. Não tendo tártaro e impedindo a formação da placa bacteriana, as gengivas ficam mais saudáveis, sem irritações típicas das inflamações e com uma aparência agradável por estarem, assim, bem unidas aos dentes, fazendo inclusive uma espécie de proteção às suas raízes. A ausência de placa e tártaro garantem a permanência por muitos e muitos anos de todos os seus dentes, com despesas pequenas, representadas pela troca, de tempos em tempos da escova dental, além da aquisição de fio dental e dentifrício, despesas infinitamente pequenas se comparadas ao custo das cirurgias perio¬dontais. Algumas pessoas tem tanto tártaro que chegam a estar constantemente irritadas pelo mal-estar provocado pelas inflamações das gengivas, muitas sem saber a origem de sua irritabilidade. Se ao passar a língua, ou durante a escovação ou uso do fio dental notar que eles não deslizam suavemente, está caracterizada a presença do tártaro. SePARA ELIMINAR O TÁRTARO DOS DENTES Não havendo boa higienização sistemática e contínua com escova e fio dental, a formação da placa bacteriana é conseqüência certa. Esta, se não removida completamente, mineraliza embaixo das gengivas, originando o cálculo, a denominação certa do tártaro subgengival. Para os que nem com a escova fazem limpezas no esmalte dos dentes, acontece a formação de cálculo supragengival que, mesmo não mineralizado, adere-se ao esmalte. Quanto à aparência, podem ser amarelo claro ou marrom-escuro. O primeiro é removível facilmente pelo dentista, com instrumentos apropriados e o segundo, que é mais denso e duro, tem sua remoção mais difícil. Estes por sua dureza e formação disforme tem o agravante de durante a mastigação, promoverem microcortes nas gengivas, principalmente em sua parte interna, provocando sangramento e estimulando inflamações, aumentando, assim, a degeneração dos tecidos que o circundam. Para eliminá-lo e curar as doenças das gengivas que ele provoca, é, antes de tudo, necessário interromper a cadeia orgânica de sua formação, constituída pela matéria orgânica do líquido bucal, na qual encontramos microorganismos, saliva, soro, células epiteliais e restos de alimentos, entre outros. Se este conjunto não for removido pelas escovas e fios dentais, começam a mineralizar-se pela incorporação de sais inorgânicos da saliva. O tártaro só ocorre em pessoas que não conseguem ou não estejam conscientes da necessidade de pelo menos quatro escovações diárias, sendo uma complementada pelo uso correto do fio dental. Por este motivo pode-se afirmar que seus portadores precisarão sempre da ajuda de um dentista para não sofrerem conseqüências graves na forma de doença periodontal e conseqüente perda dos dentes. Não bastará a remoção simples do tártaro, que é feita com instrumentos chamados curetas, que promovem uma raspagem da superfície dos dentes, tanto na área do esmalte como na das raízes, mas uma atenção especial do paciente para evitar o retorno do problema. Não tendo tártaro e impedindo a formação da placa bacteriana, as gengivas ficam mais saudáveis, sem irritações típicas das inflamações e com uma aparência agradável por estarem, assim, bem unidas aos dentes, fazendo inclusive uma espécie de proteção às suas raízes. A ausência de placa e tártaro garantem a permanência por muitos e muitos anos de todos os seus dentes, com despesas pequenas, representadas pela troca, de tempos em tempos da escova dental, além da aquisição de fio dental e dentifrício, despesas infinitamente pequenas se comparadas ao custo das cirurgias perio¬dontais. Algumas pessoas tem tanto tártaro que chegam a estar constantemente irritadas pelo mal-estar provocado pelas inflamações das gengivas, muitas sem saber a origem de sua irritabilidade. Se ao passar a língua, ou durante a escovação ou uso do fio dental notar que eles não deslizam suavemente, está caracterizada a presença do tártaro. Se suas gengivas sangram ao escovar ou ainda sem escovação, com certeza é porque o tártaro o está provocando. Na verdade, já passou da hora de ir ao dentista, que, por ideal, deveria ter sido procurado para remoção da placa. Seu dentista lhe fará, sempre que você o visitar, a profilaxia necessária. Constatando-se doença periodontal, o indicado será recorrer a um periodontista, o especialista que estudou, em regime de pós-graduação, todas as maneiras corretas de tratar os distintos estágios da doença. De preferência, este deve ser indicação de seu próprio dentista, em função do tipo de tratamento que você poderá precisar. Fonte: Ribeiro suas gengivas sangram ao escovar ou ainda sem escovação, com certeza é porque o tártaro o está provocando. Na verdade, já passou da hora de ir ao dentista, que, por ideal, deveria ter sido procurado para remoção da placa. Seu dentista lhe fará, sempre que você o visitar, a profilaxia necessária. Constatando-se doença periodontal, o indicado será recorrer a um periodontista, o especialista que estudou, em regime de pós-graduação, todas as maneiras corretas de tratar os distintos estágios da doença. De preferência, este deve ser indicação de seu próprio dentista, em função do tipo de tratamento que você poderá precisar.

Fonte: Ribeiro

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PARA CORRIGIR MORDIDA CRUZADA

Se quando mastigar ou falar, ao encaixar os dentes dos dois maxilares, houver uma inversão de posição de alguns deles em relação aos planos inclinados dos mesmos, levando a um encaixe por fora, do dente que deveria encaixar por dentro, diz-se que este tem mordida cruzada. É um problema simples, muitas vezes com participação genética, agravado por maus hábitos como sucção dos dedos ou uso de chupeta. Para ajudar na identificação, acontecem de quatro tipos: anterior, envolvendo a região dos dentes entre os caninos, posterior, quando ocorre nos dentes de trás dos caninos e unilateral ou bilateral, se for só de um lado da boca ou se forem nos dois lados. Sua conseqüência são dentes tortos, que, se não corrigidos, podem ir agravando o problema por aquisição de novos maus hábitos, que poderão alterar toda a oclusão e, no futuro, causar dores na articulação.

Seu tratamento, segundo a idade em que se encontra o possuidor, poderá ser feito com aparelhos móveis ou fixos. Casos mais simples, com poucos ou um só dente para corrigir, podem ter solução com o uso, por um período não muito longo, de um aparelho móvel que, de acordo com orientação do dentista ou especialista que estiver tratando, poderá ser usado somente enquanto a pessoa estiver dormindo. Casos de média complexidade podem determinar uso contínuo e, em algumas situações, complementados por aparelhos extra-orais, para acelerar o tratamento, alguns usados só durante o período noturno. Somente os casos maiores e mais difíceis irão precisar colocação de aparelhos fixos, em tratamentos mais prolongados, existindo ainda as situações em que a mordida cruzada é transversal e ampla, tanto na parte anterior como na posterior. Para estes, um especialista vai fazer estudos específicos para decidir se há necessidade de tratamento cirúrgico, tal qual é indicado para casos de prognatismo ou retrognatismo.

Boa parte dos adolescentes com mordida cruzada tem complexos decorrentes das anomalias de aparência que estes problemas envolvem. Os casos tratados não deixam nenhuma seqüela, sendo ao leigo impossível identificar se a pessoa foi portadora de mordida cruzada no passado. Os tratamentos não levam à dor e, exceção aos aparelhos fixos e cirurgias, têm valores baixos e razoáveis, se considerarmos os benefícios psíquicos e funcionais que trazem. Não arriscar ter problemas de articulação no futuro e sofrer com dores de cabeça por disfunções na articulação temporomandibular, é outra boa razão para tratar destas maloclusões.

Não esperar a adolescência chegar para começar o tratamento é boa iniciativa, pois permite alternativas de soluções mais simples, aproveitando que o esqueleto ainda está em fase de desenvolvimento e crescimento. Estas opções além de mais fáceis, envolvem tratamentos mais econômicos e rápidos, que se não mostrarem resultados totalmente satisfatórios, não inviabilizam os outros tratamentos complementares a seguir. Consultas de diagnóstico são recomendadas sempre que se perceber a existência de alguma anormalidade, ainda que em estado inicial. Algumas vezes seu próprio dentista poderá prescrever aparelhos móveis conhecidos como ortopedia funcional ou ortodontia preventiva. Os especialistas que atuam resolvendo todos os problemas desta área são os ortodontistas e ortopedistas faciais. Pedir indicação para seu clínico geral é maneira de ir sempre ao profissional certo.

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PARA TRATAR DOENÇA PERIODONTAL

A má ou falta de higiene bucal, o não uso do fio dental, a falta de consultas periódicas ao dentista e alguns fatores genéticos predisponentes, entre outros, podem levar-nos a ter inflamações nas gengivas, que são os sinais mais comuns do início da doença periodontal,  assim chamada porque peri significa ao redor, periférico e odonto, dente. Os passos seguintes, se ela não for tratada, são a formação de uma bolsa inflamatória, que leva à perda de osso do alvéolo ao redor do dente e, finalmente, a perda do próprio dente que, sem adequada sustentação, amolece e cai. Ela existe em dois níveis: primeiro, o que afeta só a superfície da gengiva, também conhecida como gengivite marginal e gengivite descamativa, respectivamente com e sem destruição da superfície das gengivas. E o segundo, quando são afetadas as estruturas profundas, conhecido como enfermidade periodontal destrutiva crônica, abscesso periodontal e trauma periodontal, segundo o estágio em que se encontre.

O tratamento da doença periodontal tem duas tendências, que para alguns dentistas são dois estágios. O primeiro, chamado de preventivo ou conservador, em que são usadas curetas raspadoras, que removem placa bacteriana, tártaro e tecido inflamado embaixo das gengivas, sem abri-las, buscando, com esta profilaxia, interromper ou diminuir o avanço da doença das gengivas, caracterizada por sua inflamação. O segundo, conhecido como cirúrgico, em que as gengivas são abertas cirurgicamente e as raízes dos dentes expostos, para que o dentista possa, com visão direta, remover todos os tecidos inflamados ao redor dos dentes e, naquele momento, estancar o processo, permitindo que a gengiva volte a se unir aos dentes. Tanto no primeiro como no segundo método, a participação do paciente passa a ser fundamental para o futuro da doença. Se ele a partir do risco de perder os dentes e por ter gastado um bom dinheiro com eles,  conscientiza-se e muda radicalmente seus hábitos, passando a higienizar corretamente, a doença das gengivas pode estar curada. Se voltar a ser relapso, não seguindo a orientação do dentista quanto à higiene bucal, em algum tempo a doença volta e com ela o risco de perder os dentes precocemente.

Identificando a tempo a doença das gengivas, principalmente através de visitas regulares ao dentista, seu tratamento tem melhores chances de dar certo, porque nesta fase inicial, ainda não ocorreu perda óssea e a sustentação dos dentes ainda não está comprometida. Com acompanhamento você saberá em quais pontos sua escovação e uso do fio dental estão deficientes e receber, nessas áreas, uma profilaxia compensatória nas consultas de manutenção. Outro motivo para tratar das gengivas é para que elas não se retraiam, começando a expor parte das raízes, dando aos dentes uma aparência ruim por estarem muito longos e mostrando partes com cor e tipo de esmalte diferente, denunciando relaxamento ou maus tratos na higiene. Sem contar que a perda de gengiva envelhece violentamente o sorriso, chegando, em certo estágio, a levar seu possuidor a escondê-lo.

A partir dos trinta anos você deve começar a perguntar a seu dentista como está a saúde de suas gengivas, principalmente se seus pais perderam dentes por problemas deste tipo. Se for o caso, ele passará a fazer um controle mais constante da presença ou não da placa bacteriana. Se você for portador de doença periodontal, ele lhe indicará um periodontista, que é o especialista no tratamento destes problemas, o qual lhe apresentará um programa de manutenção, preventivo ou terapêutico, conforme seu caso estiver a necessitar. Perca um pouco de tempo, se é que se pode pensar assim, mas não perca seus dentes, porque repô-los sairá bem mais caro.

Autor: Ribeiro

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PARA APLICAR SELANTE E FLÚOR

A adição de flúor na água, num processo conhecido como fluoração, prática comum, hoje, nas médias e grandes cidades brasileiras, junto com a crescente inclusão deste nos dentifrícios bucais, constitui-se em excelente iniciativa para proteção dos dentes quanto à prevenção ao surgimento de cáries. Havendo dúvidas quanto a sua existência ou querendo-se uma dose de segurança, muitos dentistas preconizam a aplicação de flúor na forma de gel ou pastilhas, que são soluções de fluoreto de sódio a 0,2%. Outra alternativa usada com ótimos resultados para a profilaxia e manutenção dos dentes sem cáries é a aplicação de selantes, que são substâncias com a propriedade de aderirem ao esmalte do dente e que por impedirem o desenvolvimento de microorganismos e carboidratos (calorias), impedem o surgimento de cáries, principalmente na infância e adolescência, que é a fase mais susceptível e de maior dificuldade de conscientização à perfeita higienização.

A existência de água fluorada deve ser motivo de questionamento dos pais junto a dentistas ou à prefeitura do município, inclusive porque, se insistentemente questionada, poderá se motivar por sua adição. Por segurança, devem ser preferidos os cremes dentais com flúor. A aplicação tópica de flúor é iniciativa dos pais e sugestão dos dentistas conscientes, ficando a aplicação de selantes, o método mais caro e eficiente, como opção de total segurança, desde que renovada nos períodos certos, como uma verdadeira vacina contra as cáries. Sua aplicação envolve o isolamento da área que receberá a aplicação, a regularização, através de polimento dos dentes a receberem o selante, fixação deste por um líquido condicionador, normalmente um ácido do tipo fosfórico e, finalmente, a aplicação do adesivo, secagem e fixação por meio de ativação com luz fotopolimerizadora. Esta aplicação, normalmente, tem como resultante várias camadas, motivo pelo qual alguns autores referem-se ao selante sempre no plural, preferindo a denominação selantes para o procedimento e seu resultado.

A vantagem dos selantes, quando aplicados é que com raríssimas exceções, a criança ou adolescente que recebe o tratamento está livre de cáries, seus inconvenientes e custos. Como lembrete, o renovar das aplicações nos tempos certos prescritos pelo dentista é a garantia de estar livre das cáries. Nas aplicações com gel ou pastilhas, as reduções medidas em dentes cariados, entre os que optaram por este tratamento, são expressivas, principalmente se comparados a crianças que não receberam nenhum tratamento com esta finalidade. Estudos de sanitaristas e especialistas demonstram que as necessidades de flúor estão cobertas pelas quantidades aplicadas, tanto nas águas quanto nos dentifrícios, comprovando-se, através de estatísticas sua eficácia na profilaxia da cárie. Todas, em seus distintos graus, são iniciativas vantajosas se considerarmos os benefícios que trazem, não só econômicos, como de saúde e bem-estar.

Hoje se tem, como idade ideal para começar os cuidados com a prevenção à cárie, a fase do bebê, seguindo-se um acompanhamento mais rígido na infância e um controle estreito na adolescência, não se imaginando, em qualquer uma das fases, que o beneficiado vá ter iniciativa espontânea. O certo é escolher um odontopediatra como profissional mais indicado para administrar e orientar os cuidados com a saúde bucal de seus filhos. Faça sua parte, incentivando os procedimentos orientados e cobrando e controlando as providências sugeridas por este especialista. Como recompensa, pense em dentes saudáveis e sadios para o resto da vida.

Autor : RIBEIRO

Feliz Natal !

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Pelo muito que vocês têm representado para nós,
queremos dedicar a todos os melhores votos de um Natal cheio de paz,
que nós possamos continuar na emoção de levar emoção,
de desejar felicidades, de reconciliar sentimentos,
de encurtar distâncias através das palavras que juntas formam mensagens que agora dedicamos a todos.

Desejamos que neste Natal,
a luz que guia o mundo possa também clarear os sonhos,
feliz Natal, que os anjos acampem ao seu redor para sempre proteger,
amparar nessa longa caminhada da vida,
para que o caminho seja repleto de flores e frutos.

Estamos felizes com o nosso trabalho,
pois a cada dia fazemos novos amigos;
a cada dia aparecem mais pessoas encantadoras como vocês.

Feliz Natal e próspero Ano Novo, é o que o Espaço Odontológico, deseja a todos!

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São os votos de Dr. Thiago Guardieiro Costa

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PARA PREVENIR O CÂNCER BUCAL

 Existe um conjunto de procedimentos destinados a acompanhar periodicamente as pessoas interessadas em precaverem-se quanto ao surgimento das diversas possibilidades de câncer da cavidade oral, que são: câncer do palato, câncer da área retromolar, região situada atrás dos dentes molares; câncer das gengivas; câncer do lábio; câncer da língua; o mais fatal entre os da cavidade oral, principalmente se em diagnóstico tardio, câncer dos ossos maxilares e o câncer da região jugal, também conhecido como câncer das bochechas. Exames periódicos (por exemplo, uma vez ao ano junto com a consulta de “check up” bucal)  ajudam a identificar pequenas lesões que, se não tratadas poderão evoluir para alguma forma de câncer.

Maneiras de prevenir e minimizar os riscos de surgimento do câncer bucal são iniciativas simples, embora envolvam decisões que alguns relutam em tomar. A primeira é fácil: boa higiene oral, a segunda é a partir da eliminação de possíveis irritadores, como bordos filosos nos dentes, terceiro é o tratamento imediato de todo e qualquer foco infeccioso, quarto são correções de próteses mal adaptadas ou frouxas que podem provocar feridas crônicas e por último o mais difícil: interromper o vício do fumo, que é um dos maiores causadores de câncer na cavidade oral. Como prevenção, qualquer lesão bucal que não seja diagnosticada com segurança deve ser motivo de biópsia, para tirar dúvidas e permitir tratamento em sua fase inicial, pois como em outros tipos de câncer, nesta fase existem melhores e maiores condições de serem tratados. Como tratamentos, os mais usuais são a cirurgia e as radiações. Para esta região do corpo humano, nos casos de câncer bucal, a maioria tem indicação para a cirurgia e alguns casos recebem orientação para radiação, acontecendo às vezes indicação para tratamentos envolvendo ambos. Antes da decisão por qual tratamento, o importante é que a pessoa esteja amparada por um especialista competente em diagnóstico na área.

Havendo suspeita, o melhor caminho é um diagnóstico o quanto antes, para aumentar as chances de um prognóstico positivo. Os sinais ou indícios de câncer da boca são as feridas sem cicatrização espontânea, regiões endurecidas continuamente, dificuldades de movimentação da língua, problemas para deglutir alimentos, dificuldades na fonação, aumento significativo na secreção salivar. Fora da cavidade oral, deve-se prestar atenção em nódulos endurecidos na região do pescoço. Quaisquer destas presenças separadas ou em conjunto devem servir de alerta para um exame mais criterioso e encaminhamento a especialista. Neste caso o profissional mais indicado é o patologista bucal, que por sua atuação e conhecimentos, é o especialista mais capacitado para os primeiros procedimentos em casos de suspeita de câncer. Se considerarmos que a maioria das indicações de tratamentos para os diversos tipos de câncer bucal serão por intermédio de intervenção cirúrgica, também pela necessidade de encaminhamento de exames do tipo biópsia, os cirurgiões bucomaxilo faciais, dentre os especialistas da Odontologia, são os mais acostumados e conhecedores quanto ao tipo de exames a serem solicitados e a forma correta de fazê-los.

Lugares certos para encontrar especialistas na área da cirurgia e patologia, são as faculdades de Odontologia, que sempre tem professores nestas especialidades, e na maioria dos hospitais, especificamente na traumatologia, onde, normalmente, costuma figurar um cirurgião bucomaxilo facial na equipe. Todos os bons profissionais conhecem os mais importantes cirurgiões bucais da cidade, que devem ser os procurados, tanto para diagnóstico, como para tratamento dos diversos tipos de câncer da cavidade oral.

Autor: Antonio Inacio Ribeiro

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PARA APRENDER A HIGIENIZAR

Pode parecer estranho, mas a maioria das pessoas realiza mal a tarefa simples e importante de manter a correta higiene bucal, existindo percentual significativo que não a realiza na quantidade certa de vezes ao dia e outros que a fazem de maneira insuficiente. A higiene bucal completa é a maneira mais barata e segura de garantir a não formação da placa bacteriana, impedindo, com este cuidado sistemático, o surgimento do tártaro e o início das cáries, que, quando não tratadas, são os motivos maiores das despesas nos consultórios dentários. Se lembrarmos que a maioria dos dentes perdidos tem como início a cárie resultante da má ou insuficiente higiene bucal, poderemos ter uma noção mais exata da importância de aprender a higienizar corretamente os dentes.
Este deveria ser um dos principais motivos para se ir ao dentista, mas como achamos que sabemos tudo, somente um pequeno percentual o faz e em função disto procede corretamente, conseguindo remover a placa bacteriana através do uso do fio dental para remoção dos resíduos alimentares, impedindo o início da formação da placa, entre os dentes e abaixo da gengiva, área não atingida na escovação normal. Esta região entre os dentes, em determinados pacientes, deve ser objeto de uso de uma escova especial, chamada de interdental, para higienizar estas áreas onde as escovas convencionais têm mais dificuldade de acesso. Depois desta é que se faz uso da escova normal, de preferência com cerdas macias, usada em ângulo de 45º sobre o colo e a margem gengival (a área mais importante a ser higienizada), com pequeno movimento circulatório lento, mantendo-a parte em contato com os dentes e parte com a gengiva, penetrando nos espaços interden¬tários e massageando as gengivas.
Saber manipular bem o fio ou a fita dental e a escova são técnicas, tal qual saber escrever ou desenhar e, portanto, necessitam de aprendizado e treinamento, com acompanhamento e monitoração. Os que a dominam são contemplados com economia nos gastos com dentistas, além de não gastarem o tempo necessário para longos tratamentos. Não passarão pelo descômodo da dor e do sono perdido em conseqüência desta e, logicamente não perderão festas e compromissos sociais por contratempos resultantes dos problemas odontológicos. Vantagem extra estes terão em ostentar um sorriso mais jovial e saudável, por um período mais longo de suas vidas, com fisionomia facial mais saudável, além de desfrutarem de uma digestão mais fácil e rápida, decorrente de um melhor corte e trituração dos alimentos.
A evolução do conhecimento odontológico foi tanta que hoje já se ensinam os cuidados com higiene bucal para os bebês. Na infância, todos deveríamos ter aprendido com exaustão a técnica da correta escovação, para na adolescência aprender e dominar o uso do fio dental, para na meia idade iniciar o uso das escovas interdentais e unitufo (com uma só cerda). Todos os dentistas estão aptos a bem ensinar a prática da higiene bucal e, os mais interessados neste item, montam uma sala de escovação, que alguns chamam de escovódromo. O assunto é tão sério, que foi regulamentada uma função auxiliar ao dentista, chamada de técnico em higiene dental, que tem como finalidade principal a manutenção dos pacientes motivados na arte de bem higienizar seus dentes. Pacientes rebeldes ou com dificuldade de concentração para estas funções podem buscar dentistas direcionados à prevenção, que montam programas de monitoramento específico para cada tipo de paciente, segundo seu grau de risco em função das más condições resultantes da higiene bucal deficiente.

autor: Antonio Inacio Ribeiro

100 Motivos para ir ao Dentista-35–obs(será postado 1 de cada vez)

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                                             35  PARA FAZER AJUSTE OCLUSAL

É a modalidade de tratamento para corrigir disfunções do sistema mastigatório, procurando solucionar contatos prematuros entre os dentes das arcadas superior e inferior, interferências na correta oclusão entre as mesmas e correções de traumas oclusais decorrentes destes problemas não solucionados. Outra razão bem conhecida para fazer ajuste oclusal é eliminar o bruxismo, como é conhecido o hábito de ranger os dentes enquanto se dorme. Outro é aliviar dores decorrentes da artrite temporomandibular traumática. Além destes, faz-se ajuste oclusal também para melhorar a forma e o contorno dos dentes, de maneira a adaptá-los melhor para a função mastigatória específica de cada dente e também para proteger as gengivas, evitando-se futuros problemas periodontais.

Estes tratamentos são especializados e envolvem procedimentos irreversíveis. Os passos mais fáceis de serem entendidos são a colocação da mandíbula em posição não forçada, sem fazer que ela deslize, e verificar se existem contatos entre dentes, que acontecem antes que os demais. Esta posição é chamada de relação cêntrica e, em condições ideais, não deve apresentar os contatos prematuros. Ocorrendo deslizamentos da mandíbula nesta posição de relação central é sinal de interferência que deve ser corrigida, considerando-se o lado de trabalho dos dentes no paciente. Os ajustes oclusais são feitos somente quando estiver evidente o trauma oclusal, com sinais e sintomas clínicos do tipo aumento da mobilidade dental, migração dos dentes para outra posição, desgastes nas faces onde os dentes ocluem, dor durante ou após o contato oclusal e disfunções da articulação temporomandibular. Nos casos de grandes abrasões o ajuste oclusal pode não ser o mais indicado, devendo ser buscadas outras alternativas. Para identificar os pontos de contato, o dentista usa um papel do tipo carbono, com cores diferentes, que marcam onde os dentes estão pegando antes dos demais.

O perfeito encaixe dos dentes das duas arcadas, uns de encontro aos outros, tanto em repouso como em movimento, significa ausência de dor, inexistência de desgastes nos dentes por esforços inadequados, menos chance de a pessoa vir a ter dentes afrouxando ou ainda perda de restaurações ou próteses por ranger de dentes. Com ele, descarta-se também a possibilidade de dores de cabeça ou na articulação temporomandibular decorrentes de maloclusões. A própria mastigação se faz melhor, mais harmônica e suave pelo equilíbrio do sistema mastigatório e o sono é mais repousante quando não há ranger de dentes ou o hábito de apertá-los enquanto se dorme. Em alguns casos, os problemas oclusais chegam a ter manifestações fora da articulação, mas decorrentes desta, como dores de ouvido e alguns tipos de enxaqueca.

Percebendo alguma dor ou sensação estranha na região da articulação, nos músculos da face, fadiga ou cansaço na raiz dos dentes, desgastes na face oclusal destes, relate a seu dentista, porque ele poderá ajudá-lo a identificar o tipo e a origem do mal que está começando a incomodá-lo. Muitas especialidades odontológicas têm, hoje, na oclusão, seu ponto fundamental para o sucesso, tais como a prótese, a ortodontia, a implanto­dontia, a periodontia, entre outras, a ponto de estar em estudo a criação de uma nova especialidade voltada inteiramente para as disfunções e dores decorrentes da articulação temporomandibular e oclusão. Por ora, os especialistas mencionados acima são os mais indicados, por terem que entender destas disfunções para resolver problemas das suas especialidades.

Autor : ANTONIO INÁCIO RIBEIRO