A partir de hoje (6/2) os professores da Rede Estadual de Educação suspenderão as atividades por tempo indeterminado, em protesto contra o achatamento salarial provocado pelo novo Plano de Cargos e Salários, definido pela Secretaria Estadual de Educação (Seduc).
Na última quinta, logo após a votação, os professores realizaram passeata até a sede da Seduc reivindicando o retorno das gratificações por titularidade e fim do achatamento salarial. Os professores acusam a secretaria de tomar decisões sem consultar a categoria e tomar medidas que desvalorizam o trabalho dos educadores. |
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Perdas salariaisNos próximos dias, o Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Estado de Goiás (Sintego) entrará com ação contra a modificação do plano de carreira dos professores promovida pela Seduc. Como prova serão usados os contracheques que comprovariam as perdas salariais.
O achatamento a qual os professores se referem se deve à adequação do Estado à lei do Piso, que subiu para R$ 1.460 o valor do salário dos docentes da rede pública em todo o país. Segundo o Sintego, o correto é que o reajuste médio do salário seria de 45% para todos os profissionais goianos. Entretanto, apenas 3% dos servidores tiveram este aumento.
Com o fim da gratificação por titularidade, os professores alegam terem sofrido perdas salariais de até R$ 860 por mês, o que dá mais de R$ 10 mil por ano. O bônus anual por assiduidade, que o governo promete pagar aos professores que não se ausentem nem por motivo de saúde, não ultrapassa R$ 2 mil. O Sintego também acusa a secretaria de usar este incentivo como forma de pressão e represália contra os trabalhadores.
Em comunicado à imprensa enviado, a Secretaria de Estado da Educação informa que o Estado de Goiás paga o piso salarial dos professores, conforme compromisso firmado com a categoria, no valor de R$ 1.395,00 neste mês de janeiro e de R$ 1.460,00, a partir de fevereiro.
Em Catalão também haverá paralisação geral das escolas estaduais a partir do próximo dia seis sem data para retorno. Haverá várias ações para que a sociedade e clientela da educação fiquem por dentro do assunto, e das ações do movimento, como panfletagem, caminhadas de protesto, entre outras.
Com informações de O Popular