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Risco de morte por complicações da covid-19 em adolescentes é de 37%, diz UFG

Em crianças de 5 a 9 anos, conforme o estudo, esse índice fica em torno de 4,5%. Meninos são mais afetados por complicações da Covid-19, mas mortalidade predomina em meninas.
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Fonte: Reprodução Mais Goiás

Uma pesquisa realizada por estudantes da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás (FM-UFG) concluiu que o risco de morte por complicações ocasionadas pela Covid-19 em adolescentes de 15 a 19 anos chega a 37%. Em crianças de 5 a 9 anos, conforme o estudo, esse índice fica em torno de 4,5%.

A pesquisa foi coordenada pela professora do Departamento de Pediatria da FM-UFG, Renata Machado Pinto, com o tema ‘Síndrome Inflamatória Multissistêmica no Brasil (SIM-P): características sociodemográficas e risco de morte’. De acordo com a professora, a mortalidade se refere ao número de óbitos por 100 mil habitantes, e letalidade se refere ao percentual de óbitos pelo número de casos.

Renata destaca que a letalidade mostra a gravidade da doença e é influenciada pela falta de acesso ao sistema de saúde. Já a mortalidade é “muito influenciada pelo número de casos da doença”. O estudo analisou dados do Data SUS referentes ao período de abril de 2020 a abril de 2021 e identificou que a mortalidade e a letalidade por SIM-P, que é a complicação que pode decorrer da Covid-19, no Brasil são maiores que em outros países.

Um exemplo é os Estados Unidos, onde a letalidade é de 2%, enquanto no Brasil varia de 4,5% a 37%. De acordo com o estudo, crianças mais jovens no Brasil possuem maior chance de evoluir com SIM-P, mas adolescentes têm maior risco de morrer. A letalidade por faixa etária está distribuída da seguinte forma: de 0-4 anos, 7%; 5-9 anos, 4,5%; 10-14 anos, 5,5%; e de 17-19 anos, 37,5%.

Meninos são mais afetados por complicações da Covid-19, mas mortalidade predomina em meninas

Ainda conforme a pesquisa, crianças e adolescentes do sexo masculino seriam os mais afetados pela SIM-P, “mas a mortalidade é maior entre as meninas, dado diferente da população adulta, onde se encontra maior mortalidade por covid-19 entre os homens.

“Essas diferenças não são totalmente explicadas, mas provavelmente decorrem dos baixos níveis de testosterona vistos em crianças dos dois sexos. Sabe-se que o hormônio masculino é um fator que auxilia a entrada do vírus para dentro das células e é um dos fatores que explica a maior mortalidade de homens adultos por covid-19”, explica a professora Renata Machado.

com informações Mais Goiás

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