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  • 11 de Jun / 2021 - Brasil
    Crise da pandemia faz brasileiro comer mingau, sanduíche e usar marmita
    Dados mostram que o consumo de marmitas aumentou 32,6% nas classes D e E, 31% na classe C e 1,3% nas classes A e B.
    A pandemia impactou duramente a mesa dos brasileiros no primeiro trimestre deste ano. Com a redução de renda, há famílias que passaram não só a adotar o consumo de proteínas mais baratas (como ovos) mas também a substituir refeições por mingau. Também aumentou o consumo de marmitas e sanduíches preparados pelas próprias pessoas para reduzir os gastos com alimentação fora de casa.


    Foto: Reprodução Mais Goiás

    As informações constam do novo estudo “Consumer Insights”, feito pela Kantar, empresa especialista em dados e consultoria, obtido com exclusividade pelo UOL.

    De acordo com a pesquisa, o mingau está entre os pratos mais consumidos nas classes sociais mais baixas (CDE): seu consumo aumentou 8 pontos percentuais no jantar; 3,9 pontos no lanche da manhã e 2,8 pontos nas ceias no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2020.

    Auxílio menor e desemprego maior
    “O auxílio emergencial trouxe um certo respiro para as famílias. No início da pandemia, as classes mais baixas conseguiam comprar determinado produto que não estava na despensa. No começo de 2021, a gente vê um agravamento da crise e vê as famílias não conseguindo manter o consumo. Dentro desse cenário, o mingau tem um papel forte para classes mais baixas na tentativa de preservar a alimentação, principalmente de crianças.”

    Mais marmitas e lanches frios
    O consumo de marmitas aumentou 32,6% nas classes D e E, 31% na classe C e 1,3% nas classes A e B. Sanduíches preparados com frios também cresceram.

    Segundo a pesquisa, essas mudanças de hábito ocorrem em função da redução da renda, impactada pelo desemprego, inflação e redução do auxílio emergencial.

    As pessoas têm uma preocupação maior com o desembolso e até com a contaminação dos alimentos, diz Morais. Ou seja, é uma forma de reduzir custos, já que comer na rua é mais caro.

    Pão e presunto avançam
    O preparo mais em conta para o bolso fez com que o pão industrializado chegasse a mais casas da classe D e E. O pão entrou em 6,2 milhões de novos lares, crescimento de 11 pontos percentuais, nos três primeiros meses deste ano.

    Neste cenário, o presunto aparece como a proteína da vez, ganhando 14,8 pontos de penetração no mesmo período – totalizando um ganho de mais de 8,4 milhões de novas casas.

    A pesquisa enfatiza ainda a queda do consumo de carne. Com a alta no preço de bifes e filés, as classes D e E migraram para a salsicha; as classes A e B para a carne de sol e a C para hambúrguer.



    Fonte: Mais Goiás

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