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  • 17 de Jul / 2020 - Saúde
    Inmet emite alerta laranja com baixa umidade do ar em Goiás
    Tempo seco aumenta os riscos de incêndios florestais e problemas de saúde como complicações alérgicas e respiratórias; Veja como amenizar os efeitos.
    O Instituto Nacional de Meteorologia do Brasil (Inmet) afirmou nesta quinta-feira (16) que a região Centro-Oeste acaba de entrar em estado de alerta por causa baixa umidade do ar. O Alerta Laranja indica que os índices de umidade estão variando entre 12% e 20%, aumentando os riscos de incêndios florestais e problemas de saúde como complicações alérgicas e respiratórias.


    Inmet emite alerta para baixa umidade do ar em Goiás (Foto: Reprodução). 


    Segundo o Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas (Cimehgo), os índices em Goiás estão entre 20% e 30%, o que significa que abaixo de trinta o nível é considerado crítico.


    O que é a umidade do ar e o que a baixa umidade causa 


    Quando fazem a previsão do tempo, os meteorologistas chamam sempre a atenção para a umidade do ar relativa, ou seja, sobre a quantidade de vapor d’água contido na atmosfera em relação à quantidade máxima que poderia suportar nessa mesma temperatura (ponto de saturação). Nos períodos de longa estiagem característicos do final do inverno, a umidade do ar cai muito e fica mais alta nos dias quentes de verão, por causa da evaporação que ocorre depois das pancadas de chuva.

    Os meteorologistas se preocupam com a umidade do ar relativa porque ela representa uma variável meteorológica que pode afetar o organismo de todos os seres vivos. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o nível ideal para o organismo humano gira entre 40% e 70%. Acima desses valores, o ar fica praticamente saturado de vapor d’água, o que interfere no nosso mecanismo de controle da temperatura corporal exercido pela transpiração. Quanto mais alta a temperatura e mais úmido o ar, mais lenta será a evaporação do suor, que ajuda a dissipar o calor e a resfriar o corpo.



    Umidade relativa do ar afeta o funcionamento do corpo. Beber água, mesmo sem sentir sede, é uma das formas de evitar os efeitos negativos do clima seco (Foto: Reprodução). 


    No extremo oposto, geralmente o que temos em várias partes do Brasil em determinados períodos, tempo seco demais e baixa umidade do ar causam danos maiores. Além de dificultarem a dispersão de gases poluentes, que agravam a situação, provocam o ressecamento das mucosas das vias aéreas, tornando a pessoa mais vulnerável a crises de asma e a infecções virais e bacterianas. Baixa umidade do ar deixa também o sangue mais denso por causa da desidratação e favorece o aparecimento de problemas oculares e alergias. Mesmo quando a temperatura sobe, o ar seco faz seus estragos, pois acelera a absorção do suor pelo ambiente e resseca a pele.

    Quanto mais quente o ar nos períodos nos períodos de longa estiagem, menor a umidade do ar.
    O horário crítico, em geral, ocorre entre 15h e 16h. Quando o nível cai para menos de 30%, os prejuízos para a saúde se tornam mais evidentes: dor de cabeça, rinites alérgicas, sangramento nasal, garganta seca e irritada, sensação de areia nos olhos que ficam vermelhos e congestionados, ressecamento da pele, cansaço.

    Não está em nossas mãos controlar as variações climáticas que afetam o organismo. No entanto, cabe a nós tomar algumas precauções que podem preservar nossa saúde e melhorar a qualidade de vida especialmente nos períodos em que a umidade do ar está baixa.


    Cuidados pessoais
     
    • Lave as mãos com frequência e evite colocá-las na boca e no nariz;

    • Procure manter o corpo sempre bem hidratado. Portanto, beba bastante água, mesmo sem sentir sede. 

    • Na hora do lanche ou da sobremesa, dê preferência a frutas ricas em líquidos, como melancia, melão e laranja, por exemplo. Em especial, fique atento à hidratação das crianças, idosos e dos doentes;


    Frutas ricas em líquidos são aliadas na hridratação do corpo (Foto: Reprodução). 



    • Aplique soro fisiológico no nariz e nos olhos para evitar o ressecamento;
    • Evite a prática de exercícios físicos entre 10h e 16 h;

    • Use produtos para hidratar a pele do rosto e do corpo, pelo menos depois do banho e na hora de deitar;

    • Coloque chapéus e óculos escuros para proteger-se do sol;

    • Aproveite o vapor produzido pela água quente durante o banho para lubrificar as narinas
     

    Cuidados com o ambiente 
     
    • Ponha toalhas molhadas, recipientes com água ou vaporizadores nos aposentos, principalmente nos quartos de dormir;


    Colocar uma tolaha molhada ou bacia d'água no quarto de dormir ajuda a aliviar os sintomas (Foto: Reprodução).  


    • Evite aglomerações e a permanência prolongada em ambientes fechados ou com ar condicionado, pois o ressecamento das mucosas aumenta o risco de infecções oportunistas das vias aéreas, como a Covid-19;

    • Mantenha a casa sempre limpa e arejada. O tempo seco aumenta a concentração de ácaros, fungos e da poeira em móveis cortinas e carpetes;

    • Procure não usar vassouras que levantam o pó por onde passam. Se não for possível utilizar aspiradores, utilize panos úmidos;

    • Ligue os ventiladores de teto para cima. Ligados para baixo, levantam a poeira que se mistura no ar que vc vai respirar;

    • Deixe o carro em casa, sempre que possível; aproveite para dar uma caminhada quando for percorrer distâncias menores;

    • Não queime lixo nem provoque queimadas por descuido ou desatenção.





    Com informações de: Inmet/Curta Mais/Site Dr. Drauzio Varella). 

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