Bradesco eleva juros do financiamento imobiliário e prestação pode subir mais de R$ 1 mil em simulação.

O Bradesco atualizou as taxas de juros do financiamento imobiliário nesta segunda-feira (26), em meio à forte instabilidade do mercado financeiro brasileiro.

Postado em 27/10/2026
Bradesco eleva juros do financiamento imobiliário e prestação pode subir mais de R$ 1 mil em simulação.
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Por Síbylle MachadoComercial

A nova tabela estabelece juros de 15% ao ano, mais a Taxa Referencial (TR), para determinadas modalidades residenciais. Em operações específicas, os percentuais chegam a 18,5% ao ano, mais TR, para a compra de lotes urbanos.

A mudança foi divulgada um dia após o segundo turno das eleições presidenciais e ocorre em um cenário de alta dos juros futuros, desvalorização do real e queda expressiva da Bolsa de Valores. No entanto, o comunicado atribuído ao banco relaciona a revisão às condições do mercado e ao aumento do custo de captação de recursos, sem estabelecer relação direta com o resultado eleitoral.

Prestação pode ficar cerca de 20% mais cara

Um levantamento publicado pelo Jornal Razão simulou um financiamento de R$ 300 mil, com prazo de 30 anos, para a compra de um imóvel residencial avaliado em R$ 500 mil.

Na simulação realizada com as novas condições do Bradesco, a primeira prestação ficou em R$ 4.675,76, sem incluir seguros e tarifas. Com esses encargos, o valor chegou a R$ 4.757,53.

Para comparação, o levantamento estimou uma primeira parcela de aproximadamente R$ 3.628 utilizando a taxa média cobrada pelo banco em setembro. A diferença supera R$ 1 mil por mês e representa uma alta próxima de 29% nessa comparação específica.

O percentual de aumento, portanto, depende das condições utilizadas no cálculo. A estimativa de aproximadamente 20% divulgada em outras comparações não deve ser interpretada como um reajuste uniforme para todos os financiamentos.

Veja as taxas divulgadas

De acordo com a tabela divulgada pelo portal Publicidade Imobiliária, as condições passaram a ser as seguintes:

  • Clientes Private: 13,60% ao ano, mais TR.

  • Linhas Principal, Prime, Parcerias e Massificado: 15% ao ano, mais TR.

  • Imóveis comerciais e aquisições por pessoas jurídicas: 16,50% ao ano, mais TR.

  • Compra de lotes urbanos: 18,50% ao ano, mais TR.

O simulador do banco também apresentou taxas de até 16,5% ao ano para determinadas operações residenciais. Os percentuais podem variar conforme a modalidade, o perfil do cliente e as condições da contratação.

Por que os juros imobiliários subiram?

O financiamento imobiliário depende de recursos que os bancos captam no mercado e emprestam aos compradores. Quando o custo desses recursos aumenta, as instituições podem rever as taxas oferecidas aos novos clientes.

Na segunda-feira, os juros futuros registraram forte alta após a reação dos investidores ao resultado eleitoral. Esse movimento influencia as expectativas para o custo do dinheiro nos próximos anos e pode pressionar modalidades de crédito de longo prazo.

Apesar da proximidade entre o reajuste e a eleição, a coincidência das datas não comprova, por si só, que o resultado das urnas tenha sido a causa direta da decisão do banco.

O que muda para quem pretende comprar um imóvel?

As novas condições podem reduzir o poder de compra de famílias que dependem de financiamento, aumentar a renda exigida para aprovação do crédito e elevar o custo total do imóvel ao longo do contrato.

Para quem já possui financiamento assinado, a atualização da tabela não significa aumento automático das parcelas. O impacto depende das condições previstas no contrato. Quem está em processo de compra deve confirmar com o banco qual taxa será aplicada à sua proposta.

O Portal Catalão acompanha as mudanças no crédito imobiliário e os possíveis reflexos para compradores, famílias e para o mercado de imóveis.

Fontes: Jornal Razão, Portal Publicidade Imobiliária, Guia do Mercado Imobiliário e dados sobre as condições do mercado financeiro publicados em 26 de outubro de 2026.

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