Diarista é presa suspeita de matar casal de idosos em apartamento de luxo em Belo Horizonte

Crime ocorreu no primeiro dia de trabalho da suspeita na residência. Polícia investiga latrocínio, possível participação de comparsas e destino do dinheiro roubado.

Postado em 02/07/2026
Diarista é presa suspeita de matar casal de idosos em apartamento de luxo em Belo Horizonte
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Por Síbylle MachadoComercial

A diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, foi presa suspeita de assassinar o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, em um apartamento de luxo no bairro São Pedro, na região Centro-Sul de Belo Horizonte (MG). O crime aconteceu no dia 29 de junho de 2026, justamente no primeiro dia de trabalho da investigada na residência.

De acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais, as investigações apontam que o caso é tratado, inicialmente, como latrocínio (roubo seguido de morte). A suspeita teria levado joias, relógios de luxo, bolsas e aproximadamente R$ 18 mil em dinheiro.

Segundo informações da investigação, Paola confessou informalmente que ficou impressionada com o padrão de vida do casal e decidiu cometer o roubo. Em depoimento, ela afirmou que teria dopado as vítimas com soníferos antes dos assassinatos e alegou ter sofrido um "surto" psicótico, negando que o crime tenha sido planejado.

Câmeras registraram movimentação

Imagens do circuito de segurança do edifício mostram a diarista chegando ao apartamento por volta das 7h30, carregando apenas uma bolsa. Cerca de oito horas depois, ela deixou o prédio usando roupas diferentes e transportando sacolas e uma mala pertencentes às vítimas.

Ainda segundo a investigação, durante a fuga, a suspeita descartou roupas com manchas de sangue e partes de caixas de joias em uma caçamba de entulho localizada nas proximidades do condomínio.

Após deixar o local, ela entrou em um veículo de alto padrão que a aguardava.

Prisão e investigações

A suspeita foi localizada e presa na madrugada do dia 2 de julho, em um hotel na cidade de Itabira (MG), a cerca de 110 quilômetros da capital mineira.

A Polícia Civil agora busca esclarecer se outras pessoas participaram do crime ou auxiliaram na fuga da investigada. Entre as linhas de investigação está a identificação do motorista que teria dado apoio após o crime.

Os investigadores também apuram se os valores e objetos roubados seriam utilizados para quitar dívidas relacionadas a apostas e empréstimos com agiotas.

 

O caso segue sob investigação, e a polícia trabalha para esclarecer todos os detalhes da dinâmica do crime e eventual participação de terceiros.