Caso Daiane: Filho de síndico deve ser solto após investigações descartarem participação no crime

Vídeo recuperado do celular da vítima registra momento do ataque; pai, Cléber Rosa, segue preso e confessou homicídio;

Postado em 19/02/2026
Caso Daiane: Filho de síndico deve ser solto após investigações descartarem participação no crime
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Por Síbylle MachadoComercial

As investigações sobre o assassinato da corretora de imóveis Daiane Alves avançaram nos últimos dias e resultaram na reavaliação da participação de um dos envolvidos inicialmente apontados no caso. Maicon Douglas, filho do síndico do prédio onde o crime ocorreu, deve ser solto ainda nesta quinta-feira (19/2), após a força-tarefa concluir que ele não participou diretamente do homicídio.

O principal acusado é o síndico do condomínio, Cléber Rosa, que confessou o assassinato e permanece preso à disposição da Justiça. Ele foi detido mais de 40 dias após o crime, ocorrido em 17 de dezembro de 2025.

Filho estava em Catalão no momento do crime

De acordo com as investigações, Maicon Douglas estava na cidade de Catalão no momento do homicídio. Apesar disso, ele chegou a ser preso por suposto envolvimento no caso.

As apurações apontaram que a atuação de Maicon se limitou a questões administrativas relacionadas ao condomínio. Conforme os investigadores, ele teria agido para garantir que assumiria a administração do prédio após o afastamento do pai e adquiriu um celular novo para transferir aplicativos bancários utilizados na gestão financeira do condomínio.

A força-tarefa concluiu que essas ações não configuram participação no assassinato, que, segundo a polícia, foi cometido exclusivamente por Cléber Rosa.

Vídeo registra momento do ataque

Outro ponto decisivo para o avanço das investigações foi a recuperação de arquivos do celular da vítima. Entre os conteúdos resgatados está um vídeo que registra o momento do ataque. As imagens teriam sido gravadas pela própria corretora no dia do crime.

O material passou por perícia e reforçou a linha investigativa de que o síndico agiu sozinho. O conteúdo do vídeo não foi divulgado oficialmente, mas é tratado como peça-chave no inquérito.

 

Com a confissão de Cléber Rosa e a análise dos arquivos recuperados, a polícia afirma ter esclarecido a dinâmica do crime. O caso segue sob acompanhamento do Ministério Público e do Judiciário, enquanto familiares e amigos de Daiane Alves aguardam o andamento do processo.