Bebê de 3 meses morre em Uberlândia, pai é preso após confessar agressões.

Investigação aponta traumatismo craniano como causa da morte; mãe também foi presa por suspeita de omissão.

Postado em 05/06/2026
Bebê de 3 meses morre em Uberlândia, pai é preso após confessar agressões.
Avatar
Por Síbylle MachadoComercial

Um bebê de apenas três meses morreu na quarta-feira (3), em Uberlândia (MG), e o caso levou à prisão dos pais da criança. O pai, de 25 anos, confessou ter agredido o filho e foi autuado em flagrante. A mãe, de 22 anos, também foi presa, suspeita de omissão diante das agressões.

Inicialmente, o casal informou às autoridades que a criança teria se engasgado durante a amamentação. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e orientou os responsáveis por telefone sobre os procedimentos de desengasgo.

Ao chegar à residência, no bairro Jardim das Palmeiras, a equipe médica constatou lesões visíveis na cabeça e na região dos olhos do bebê. Diante da situação, a Polícia Militar foi acionada para acompanhar a ocorrência.

Durante os primeiros depoimentos, o pai alegou que as marcas teriam sido provocadas durante as tentativas de socorro. No entanto, conforme o avanço das investigações, ele acabou confessando ter agredido a criança.

Segundo a Polícia Civil, o homem relatou que estava irritado com o choro constante do bebê. O delegado responsável pelo caso informou ainda que o suspeito afirmou ter cometido agressões anteriores contra o filho.

O exame realizado pelo médico legista apontou que a causa da morte foi um traumatismo craniano, reforçando a suspeita de violência física. De acordo com a investigação, a mãe teria presenciado episódios de agressão e não adotado medidas para impedir os atos ou proteger a criança.

Após serem autuados em flagrante, os dois foram encaminhados ao sistema prisional. O pai poderá responder pelos crimes relacionados às agressões e à morte do bebê, enquanto a mãe poderá ser responsabilizada por omissão.

O casal possui ainda uma filha de 2 anos, que foi entregue aos cuidados de familiares. O Conselho Tutelar acompanha o caso e deverá avaliar as medidas de proteção à criança.