Operação Oitava Marcha

Polícia Civil de Orizona deflagra operação “8ª marcha” e cumpre mandados de prisão e de busca domiciliar por homicídio com dolo eventual no trânsito.

Postado em 12/05/2026
Operação Oitava Marcha
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Por Síbylle MachadoComercial

A Polícia Civil do Estado de Goiás através da equipe da Delegacia de Polícia de Orizona/9ª DRP, efetivou cumprimento hoje, 12.05.2026, a Mandados de Prisão Preventiva e de Busca Domiciliar em desfavor de um suspeito de 55 anos de idade, investigado por Homicídio Qualificado (dolo eventual) ocorrido na Rodovia GO-330 no dia 04.05.2026, município de Orizona-GO.

O fato vitimou Felipe Félix Freitas, de 20 anos, que foi a óbito no local após colisão traseira entre o veículo conduzido pelo investigado e a motocicleta que conduzia. Após o impacto, o condutor do automóvel evadiu-se sem prestar socorro, circunstância que agravou ainda mais a gravidade da conduta.

No procedimento investigativo, a Polícia Civil empreendeu diligências com celeridade e elevada complexidade, o que possibilitou o aprofundamento das apurações e a adequada capitulação jurídica dos fatos, pois logo no início as investigações apontaram que o investigado ingeriu bebida alcoólica no dia do fato, conduziu o veículo em alta velocidade e em zigue-zague pela rodovia, concluindo a Polícia Civil pela presença de dolo eventual, uma vez que assumiu o risco de produzir o resultado morte.

Além disso, foi apurado que o investigado possui duas condenações pelo crime de embriaguez ao volante, ambas com determinação de suspensão do direito de dirigir, sendo que uma delas ainda estava em plena vigência à época do fato, e que sua CNH encontra-se vencida desde o ano de 2020.

Diante desses elementos, o investigado foi indiciado, em tese, pelos crimes de Homicídio Qualificado (com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e por meio que gerou perigo comum), Embriaguez ao Volante e Violação de Suspensão do Direito de Dirigir (arts. 121, pár. 2º, do CP, e 306 e 307, do CTB).

Em razão da reiteração delitiva, do histórico de desrespeito às decisões judiciais e da gravidade concreta dos fatos, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva, busca domiciliar e afastamento de sigilo de dados telefônicos, medidas que foram integralmente deferidas pelo Poder Judiciário.

De posse da decisão judicial, a equipe da Polícia Civil de Orizona deu cumprimento às ordens, localizando o investigado, sendo também cumprido o mandado de busca domiciliar, com a adoção das providências legais cabíveis na Depol, sendo encaminhado ao sistema prisional à disposição da Justiça.

 

 

PCGO: Investigar e Proteger.